1/10/2009

Ana Correia de Barros

(.../...) Descobri recentemente um blogue do Design Studio FEUP e um outro sobre design de ajudas técnicas e a razão pela qual escrevo é que há uma enorme ligação entre aquilo que eu estou a estudar enquanto doutoranda da UTAD / UNIDCOM/IADE e as propostas que vi apresentadas nos blogues. A minha tese versa sobre a relação emocional que as pessoas estabelecem com as ajudas técnicas. Em concreto, estou a estudar vítimas de Acidentes Vasculares Cerebrais. O doutoramento iniciou-se há um ano e tenho já alguns resultados curiosos que obtive a partir do contacto directo com os doentes (estou no momento em fase de recolha de dados junto dos doentes sob a forma de entrevistas semi-estruturadas). Parece-me que seria enfadonho estar agora a descrever todo o plano de trabalhos, metodologias e objectivos, mas achei por bem escrever, não só para dizer que estou disponível para partilhar conhecimentos que a minha investigação trouxe até agora como para saber se estarão interessados numa troca de informação. Se for esse o caso, terei todo o prazer em mostrar com detalhe o que tenho feito e o que me proponho atingir. Este meu percurso não tem sido nada fácil, uma vez que actuo praticamente sozinha, mas consegui cativar o interesse do Hospital de São João, várias clínicas de fisioterapia, uma associação de doentes de AVC e estou no momento a tentar uma colaboração com o Hospital de Santo António e outra com o Centro de Reabilitação Profissional de Gaia. O meu argumento é sempre o mesmo: que devemos, nós designers, colaborar e solicitar a colaboração de profissionais de todas as áreas que integrem o estudo das pessoas com deficiências ou incapacidades. A meu ver, de todas, esta área do design de ajudas técnicas será talvez a que mais requer que todos trabalhem em conjunto para o mesmo fim. Estarei, por isso, disponível se houver lugar à partilha que sugeri.

Melhores cumprimentos, Ana Correia de Barros