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7/04/2011

Livro - A Ideia de Justiça

Amartya Sen é um economista e filósofo indiano que ganhou o Prémio Nobel da Economia em 1998. Sen é especialmente aclamado pela sua teoria das capacidades que foi e continua a ser fundamental para a avaliação do bem-estar e desenvolvimento humano.
Enquanto designers, se pensarmos não só em necessidades das pessoas, mas também nas suas capacidades, poderemos encarar os produtos como criadores de oportunidades de desenvolvimento pessoal que permitam contribuir não para um estado neutro, mas para um estado de bem-estar e promoção de qualidade de vida.
Este livro -- "A ideia de Justiça" -- explica não só a teoria das capacidades, como faz uma exploração do conceito de justiça nas mais variadas situações, como a medir e como a promover.
A tradução do livro para português deixa um pouco a desejar, mas ainda assim é uma boa leitura.

6/22/2011

Livro: "Dieter Rams: As little design as possible"


Um livro da Phaidon com imagens inéditas do trabalho de Dieter Rams, recolhidas por Florian Böhm na casa de Rams e no arquivo da Braun.
Mais imagens aqui.
Via Core77.

11/08/2010

Angela Morelli e o poder da infografia




Como projecto final do Master of Arts na Central Saint Martins, a Angela Morelli desenvolveu o "The Global Water Footprint of Humanity". É um trabalho de infografia baseado num relatório elaborado pela Unesco. O que a Angela fez foi traduzir os dados numéricos em imagens que permitissem perceber de forma muito mais simples, imediata e intuitiva a Crise da Água.
O resultado é um livro de 900 páginas que contém uma série de mapas e uma enciclopédia de termos relacionados com o tema da Crise da Água.
Este trabalho tem tido muito sucesso e recebeu já uma menção honrosa por "outstanding work" no INDEX:|AIGA Aspen Design Challenge. Os responsáveis pelo documento original da Unesco ouviram falar deste projecto, consultaram o livro e aperceberam-se de uma série de padrões visíveis nas infografias que, somente com recurso aos dados numéricos de que dispunham inicialmente, não tinham conseguido detectar. Adoptaram agora o livro da Angela para as comunicações e apresentações que fazem hoje em dia do seu relatório.
A Angela tem vindo a apresentar este projecto em vários pontos do mundo. Esteve recentemente em Lisboa para participar na Clarity 2010 e também em Hamamatsu, Japão, onde apresentou o seu trabalho na Universal Design Conference.
A comunicação oral do seu trabalho foi notável, sobretudo por argumentar de forma muito convincente a necessidade de alargar a área do Design Universal às preocupações com a sustentabilidade ambiental, ao mesmo tempo que mostrava claramente os métodos que podemos (e devemos?) seguir para suscitar a empatia de terceiros em torno destas nossas preocupações com "a causa" do Design Universal / Design Inclusivo / Design para Todos... Design para a maioria.
O projecto "The Global Water Footprint of Humanity" pode ser consultado também através dos mapas interactivos que a Angela disponibilizou no seu site. A ligação é esta.

1/31/2010

Disabled Access Design Guide


(link) The way that buildings are designed has an impact on disabled people, elderly people and parents with children. Their access requirements should be incorporated into how we shape our environment. We can all benefit from a more easily accessible built environment, accessible design is invariably good design for all.
Designing for Accessibility in Bracknell Forest has been produced to give guidance to those who are planning, designing and implementing how we shape the built environment and details the standards of accessibility that should be achieved in all development in the Borough. Please use the link on the right-hand side of this page to look at the guidance. (pdf here)

9/17/2009

Livro: "Universal Design: Best Practice" Volume 1

A Red Dot publicou o primeiro volume de uma edição chamada "Universal design: Best practice". Tendo Peter Zec como editor e contribuições de autores como Birger Priddat e Stephan Scheuer, o livro pretende explorar os domínios do design universal, explicar o conceito e prever a sua importância no futuro.
O livro apresenta também vários exemplos de design universal e ajudas técnicas que foram encontrados entre os vencedores do REHACARE DESIGN AWARD.
Pode ser comprado aqui.
E pode ser visto, em parte, aqui.

8/11/2009

Livro: "Design Revolution", de Emily Pilloton

Emily Pilloton, fundadora do "Project H", já aqui anunciado e disponível nos links ali à direita, acaba de lançar este livro: "Design Revolution - 100 Products that empower people". O livro mostra 100 produtos que alteraram vidas e pode ser "pré-encomendado" na Amazon.
Pode ler-se na contracapa:
Urgent and optimistic, a compendium and a call to action, Design Revolution is easily the most exciting design publication to come out this year. Featuring more than 100 contemporary design objects and systems--safer baby bottles, a high-tech waterless washing machine, low-cost prosthetics for landmine victims, Braille-based Lego-style building blocks for blind children, wheelchairs for rugged conditions, sugarcane charcoal, universal composting systems, DIY soccer balls--that are as fascinating as they are revolutionary, this exceptionally smart, friendly and well-designed volume makes the case for design as a tool to solve some of the world’s biggest social problems in beautiful, sustainable and engaging ways--for global citizens in the developing world and in more developed economies alike. Particularly at a time when the weight of climate change, global poverty and population growth are impossible to ignore, Pilloton challenges designers to be changemakers instead of “stuff creators.”

Aproveito a ocasião para avisar que o site do "Project H" tem uma cara nova e pode ser visto aqui.


8/10/2009

"Whole Earth Catalog - Fall 1968"

Mítica publicação de Stewart Brand, aqui está o Whole Earth Catalog, de 1968, em versão digital para consulta.

Livro: The Design of Everyday Life

No seguimento das trocas de e-mails com o Gonçalo Gomes, da UA, foi sugerido pelo Carlos Aguiar que a informação trocada fosse disponibilizada por mim aqui no blogue.
A imagem acima é a capa de um livro de Elizabeth Shove, Mathew Watson, Martin Hand e Jack Ingram chamado "The Design of Everyday Life". É um livro curioso que fala da importância dos objectos na nossa vida, do cidadão comum como designer e da importância do "ter" e do "fazer" (que leva à questão dos projectos "Do It Yourself" [DIY]). Ao mesmo tempo, conta histórias a partir de entrevistas com utilizadores e aborda temas de teoria e prática em design, como o "user-centered design" [UCD].
Resumindo, é um livro sobre "sociologia do design" (não sei se existe com este nome) e sobre a relação entre consumo, uso, necessidades e apropriação.
O livro está disponível para compra aqui no Book Depository, um bom recurso para quem não quer pagar portes de envio.

E, já que estamos a falar de livros e poupança, fica aqui também o link para o Abe Books onde se podem encontrar livros de edições antigas e/ou raras a preços muito baixos (para edições recentes não costuma ser vantajoso). Em geral os livros demoram um bocadinho a chegar, mas às vezes vale a pena a espera.

7/08/2009

Design Inclusivo

Design Inclusivo: Acessibilidade e Usabilidade em Produtos, Serviços e Ambientes
Autoria: Jorge Falcato Simões, Arquitecto – Câmara Municipal de Lisboa
Renato Bispo, Designer – ESAD – Caldas da Rainha | Associação Projectar para Todos


Download I Parte aqui.

6/21/2009

A Doutrina do Choque; Klein, Naomi



Naomi Klein põe um fim ao mito de que o mercado livre global triunfou democraticamente. Expondo o modo de pensar, o rasto do dinheiro e os fios de marioneta por detrás das crises e guerras mundiais das últimas quatro décadas, "A Doutrina do Choque" é a história absorvente de como as políticas de "mercado livre" da América têm vindo a dominar o mundo - através da exploração de povos e países em choque devido a inúmeros desastres. Na conjuntura mais caótica da guerra civil do Iraque, é apresentada uma nova lei que permitiria à Shell e à BP reclamar para si as vastas reservas petrolíferas do país... Imediatamente a seguir ao 11 de Setembro, a administração Bush concessiona, sem alarido, a gestão da "Guerra contra o Terror" à Halliburton e à Blackwater... Depois de um tsunami varrer as costas do sudeste asiático, as praias intocadas são leiloadas ao desbarato a resorts turísticos... Os residentes de Nova Orleães, espalhados pelo furacão Katrina, descobrem que as suas habitações sociais, os seus hospitais e as suas escolas jamais serão reabertas... Estes acontecimentos são exemplos da "doutrina de choque": o aproveitamento da desorientação pública no seguimento de enormes choques colectivos - guerras, ataques terroristas ou desastres naturais - para ganhar controlo impondo uma terapia de choque económica. Por vezes, quando os dois primeiros choques não são bem sucedidos em eliminar a resistência, é empregue um terceiro choque: o eléctrodo na cela da prisão ou a arma Taser nas ruas. Baseado em investigações históricas inovadoras e em quatro anos de relatos no terreno em zonas de desastre, "A Doutrina do Choque" mostra de forma vívida que o capitalismo de desastre - a rápida reorganização corporativa de sociedades que tentam recuperar do choque - não começou com o 11 de Setembro de 2001. O livro traça um percurso das suas origens que nos leva há cinquenta anos atrás, à Universidade de Chicago sob o domínio de Milton Friedman, que produziu muitos dos principais pensadores neoconservadores e neoliberais cuja influência, nos nossos dias, ainda é profunda em Washington. São estabelecidas novas e surpreendentes ligações entre a política económica, a guerra de "choque e pavor" e as experiências secretas financiadas pela CIA em electrochoques e privação sensorial na década de 1950, pesquisa essa que ajudou a escrever os manuais de tortura usados hoje na Baía de Guantanamo.

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Canadiana Naomi Klein vence Prémio Warwick com “The Schock Doctrine”
25.02.2009 - 11h49 Lusa, PÚBLICO
A ensaísta canadiana Naomi Klein venceu, com “The Shock Doctrine”, a primeira edição do prémio da Universidade de Warwick de Escrita para obras de qualquer género literário em inglês ou traduzidas neste idioma.

O livro da ensaísta impôs-se aos dos outros cinco finalistas, entre os quais “El Mal de Montano” (“O Mal de Montano”, na tradução portuguesa da Teorema), do espanhol Enrique Vila-Matas. O prémio tem uma dotação de 50.000 libras (56.000 euros).

“The Shock Doctrine” foi descrito pela presidente do júri, a escritora China Miéville, como “uma investigação brilhante, provocadora e extraordinariamente bem escrita sobre um dos grandes escândalos da nossa época”.

A obra premiada, que tem como subtítulo “O auge do capitalismo do desastre”, defende a tese segundo a qual o mundo é vítima de uma ideologia que explora os desastres, as situações traumáticas e as crises colectivas para, após ter traumatizado os cidadãos, introduzir mudanças socioeconómicas radicais que apenas favorecem as multinacionais. De Naomi Klein está traduzida em Portugal “No Logo – O poder das marcas”, edição da Relógio d'Água.

Prémio cruza todas as disciplinas

Fizeram parte do primeiro júri do prémio Warwick (que será atribuído bienalmente) a jornalista Maya Jaggi, a romancista e tradutora Maureen Freely, o “blogger” britânico Stephen Mitchelmore e o professor de Matemática da Universidade de Warwick, Ian Stewart.

O Prémio Warwick de Escrita é “um novo prémio de literatura inovador que envolve uma competição global e cruza todas as disciplinas”, diz a instituição no seu comunicado de anúncio do prémio.

A Universidade de Warwick refere ainda que é uma das universidades do país “líder em investigação”, classificada “consistentemente” entre as dez primeiras em todas as tabelas produzidas pelos jornais nacionais do Reino Unido e classificada em sétimo no ano passado em qualidade de investigação pelo Funding Councils' Research Assessment Exercise.

6/19/2009

No Logo - o poder das marcas; Naomi Klein


No Logo
O Poder das Marcas
de Naomi Klein
Edição/reimpressão: 2002
Páginas: 536
Editor: Relógio D` Água
ISBN: 9789727086733

(Uma opinião retrirada da net - Publicado por vitorsilva em outubro 8, 2003 12:49 AM)
No Logo, O Poder das Marcas
Este livro apanhou-me de surpresa, comprei-o por sugestão de um colega e porque queria confirmar se não se tratava de mais um livro escrito por alguém com preconceitos contra as grandes corporações e cheguei à conclusão que afinal eu é que estava cheio de preconceitos. Acho que, tendo em conta os capítulos iniciais do livro, posso ser um bocadinho desculpado.

Esta fase inicial é quase um livro de história da gestão empresarial dos últimos 50 anos descrevendo a forma como muitas multinacionais se procuraram “transcender” passando de empresas de produtos para empresas de marcas. Conseguem assim concentrar-se não só naquilo que pelos vistos fazem melhor (marketing) como também deixarem de se preocupar com problemas potenciais como construção de fábricas, emprego de pessoal, etc.
A forma como fazem essa transição, através de fortissimos investimentos em publicidade, mais ou menos agressiva, seja através do patrocinio de eventos culturais, seja comprando cidades inteiras de forma a transmitir melhor a sua imagem, ou mesmo copiando o estilo das ruas numa atitude “even better than the real thing” torna as marcas tão omnipresentes que se torna dificil encontrar espaços fisicos e virtuais que não estejam de alguma forma relacionados com essas marcas.
A passagem do paradigma empresa de produtos para empresa de marcas não é por si só perniciosa ou criticável e era isso que ao inicio me estava a deixar um bocado “descrente” no conteúdo do livro, o que é criticável é a forma como essas empresas rapidamente adoptam posições socialmente inaceitáveis e ambíguas.

Após a apresentação do percurso evolutivo das grandes multinacionais, é feita uma reflexão sobre o poder que estas grandes empresas têm ao nível do normal fluir de informação e os problemas éticos levantados pela criação de grandes conglomerados empresariais que, por exemplo controlam um processo produtivo desde a extracção até a venda, ou a produção de conteúdos mediáticos desde os eventos até à publicação. Esta é uma situação potencializadora de conflitos éticos que levam à pior forma de censura, a auto-censura, já que uma empresa não irá concorrer contra outra do mesmo grupo assim como um jornalista terá certamente uma maior dificuldade em fazer uma peça que de alguma forma afecte a empresa ou grupo para o qual trabalha.

O problema do emprego é também focado devido à forma como foi afectado pela busca incessante de preços mais baixos e pela estratégia de desresponsabilização social que as empresas procuravam. Esta estratégia, como o objectivo de permitir focalizar as empresas no seu (novo) core business, o marketing, assenta no aumento do outsourcing e subcontratação, eliminando assim um valor elevado de custos, assim como cortando pela raiz eventuais problemas criados por sindicatos ou trabalhadores descontentes. Só que, em sistemas dinâmicos, a eliminação de um problema leva normalmente ao aparecimento de outros, e o que se verifica é que os chavões económicos de que a deslocalização de unidades produtivas para países mais atrasados e com menores custos de mão-de-obra irá eventualmente fazer aumentar o poder de compra dessas populações, desenvolvendo assim o seu, país consegue, isso sim, fazer renascer nesses países condições de trabalho que não se viam no mundo ocidental desde o inicio do século XX, através das péssimas condições de trabalho, com salários por vezes abaixo do custo de subsistência (há empresas que só aceitam estabelecer-se num país se poderem pagar menos que o salário minimo), ou pela recusa de direitos como o de associação (que por acaso faz parte da declaração de direitos do homem), sempre numa busca pelo custo mais baixo de produção. E dado que já se passou dos tigres asiáticos, para a américa central, para as ilhas do pacífico e para a china quem sabe (digo eu) quando chega a hora da áfrica entrar neste jogo?
A questão da ambiguidade de actuações verifica-se quando empresas que conseguem banir produtos de supermercados porque não se enquadram na sua visão do que deve ser um produto familiar ou que obrigam artistas a mudar os seus trabalhos de forma a não ferir susceptibilidades e que têm volumes de vendas superiores ao pib de muitos países, não se esforcem realmente por obrigar as empresas que subcontratam a oferecer melhores condições áqueles que, indirectamente, são os seus empregados.

Todos estes pontos, bem como as formas que muitos dos chamados militantes anti-globalização tem encontrado para tentar combater estas situações são descritos de uma forma exaustiva, com bastantes referências a outras fontes que vale a pena explorar. É um livro, na minha opinião, que em vez de te tentar convencer que esta ou aquela forma de agir ou de pensar as coisas em abstracto é mais ou menos aceitável, te conduz, através de factos concretos à formação de uma opinião.

3/09/2009

The Semantic Turn



Responding to cultural demands for meaning, user-friendliness, and fun as well as the opportunities of the emerging information society, The Semantic Turn boldly outlines a new science for design that gives designers previously unavailable grounds on which to state their claims and validate their designs. It sets the stage by reviewing the history of semantic concerns in design, presenting their philosophical roots, examining the new social and technological challenges that professional designers are facing, and offering distinctions among contemporary artifacts that challenge designers.

Written by Klaus Krippendorff, recognized designer and distinguished scholar of communication and language use, the book builds an epistemological bridge between language/communication theory and human-centered conceptions of contemporary artifacts. Clarifying how the semantic turn goes beyond product semantics and differs from other approaches to meaning, Krippendorff develops four new theories of how artifacts make sense and presents a series of meaning-sensitive design methods, illustrated by examples, and evaluative techniques that radically depart from the functionalist and technology-centered tradition in design.

An indispensable guide for the future of the design profession, this book outlines not only a science for design that encourages asking and answering new kinds of questions, it also provides concepts and a vocabulary that enables designers to better partner with the more traditional disciplines of engineering, ergonomics, ecology, cognitive science, information technology, management, and marketing.


Mais detalhes

The Semantic Turn: A New Foundation for Design
Por Klaus Krippendorff
Edition: illustrated
Edição de CRC Press, 2006
ISBN 0415322200, 9780415322201
349 páginas

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The Semantic Turn is a book by Klaus Krippendorff (2006), a design researcher now working at the University of Pennsylvania.

Krippendorff takes an encompassing view of the science of design, centering it on the concept of Meaning. Since "Humans do not see and act on the physical qualities of things, but on what they mean to them" (book, pp. 47), his approach establishes a distance from some industrial design practices, that often focus on Form and Function rather than on meaning.

The semantic turn represents an evolution from Product Semantics by Krippendorff and Butter (1989), that had been defined as "A systematic inquiry into how people attribute meanings to artifacts and interact with them accordingly" and "a vocabulary and methodology for designing artifacts in view of the meanings they could acquire for their users and the communities of their stakeholders". While retaining this emphasis on meaning and on the importance of both theory and practice, the semantic turn extends the concerns of designers first to the new challenges of design, including the design of ever more intangible artifacts such as services, identities, interfaces, multiuser systems, projects and discourses; and second, to consider the meaning of artifacts in use, in language, in the whole life cycle of the artifact, and in an ecology of artifacts.

Main book themes

Human-centeredness

Design "brings forth what would not come naturally (...); proposes realizable artifacts to others (...) must support the lives of ideally large communitites (...) and must make sense to most, ideally to those that have a stake on them" (pp. 25-26). Design thus in intimatelly involved with the meaning stakeholders attribute to artifacts. Designers "consider possible futures (...) evaluate their desirability (...) and create and work out realistic paths from the present towards desirable futures, and propose them to those that can bring a design to fruition" (pp. 28-29). Human-centered design is distinguished from technology-centered design by this emphasis on the meaning stakeholders attribute to artifacts.

Meaning

Attributing meaning to something follows from sensing it, and is a prelude to action. "One always acts according to the meaning of whatever one faces" (pp. 58). Meanings are always someone's construction and depend on context and culture. The same artifact may invoke different meanings in different times and places and for different stakeholders. Designers as a consequence need to get involved into second order understanding: understand each stakeholder understanding of artifacts in order to design artifacts successfully. Since meanings of others cannot be observed directly, designers need to carefully observe actions that imply certain meanings; involve themselves in dialog with stakeholders; and invite them to participate in the design process.

Meaning of artifacts in use

People understand artifacts by their interfaces; not only computer system interfaces but whatever the artifact presents to the user as an indication of its affordances – whatever the artifact affords the user to do with it. Thus scissors and coffee cups have an interface as well as interactive computer systems. The meaning of an artifact in use is then "the range of imaginable senses and actions that users can expect" (pp. 83). Interfaces need to be designed, producing "an intrinsically motivating interaction between human actors and their artifacts" (pp. 83).

Artifacts must be designed to afford initial recognition, exploration and finally reliance, the later when the artifact is so incorporated into the user's world that he hardly notices it or its functioning. Recognition depends on the user's categorization of artifact –how close it is to its ideal type. Exploration is facilitated by informatives such as state indicators, progress reports, confirmations of actions and readiness, alarm signals, close correlations between actions and their expected effects, maps of possibilities, instructions, error messages and feedback. Reliance is enhanced by the degree the artifact is able to invoke intrinsic motivation in the user and provide an operation free of disruptions. A meaningful interface enables effective recognition and exploration and leads to reliance; designers need to involve themselves in second-order understanding of all this.

Meaning of artifacts in language

"The fate of all artifacts is decided in language" (pp.148) , says Krippedorff. Indeed, designers must pay attention to the names that may be used to categorize an artifact as soon as it hits the market; to the adjectives that may be attached to it (is it a fast car? a graceless cell phone? a high class dress?); and to the narratives and stories and judgements that may be told about it. In particular with interfaces, Krippendorff proposes that artifacts should be designed so that their interfaces are [easily] narratable" (pp. 174, emphasis added)

The character of an artifact --the set of adjectives attached to it--, might be assessed using product prototypes by means of semantic differential scales: seven point scales between extreme attributes such as elegant---graceless; or by categorizing free associations made by users upon first seeing or after using an artifact; by examining the content of stories and judgments; or by comparisons against similar artifacts.

Language permeates the life of an artifact even before it is built, in the narratives designers use to influence other stakeholders. And stories are even told nowadays about artifacts defunct years ago. "The meanings that artifacts acquire in use are largely framed in language" (pp.147), as language use directs attention and frames perception.

Meaning in the lives of artifacts

Here Kippendorff invites designers to consider artifacts in their whole life cycle. In the case of industrial products, the life cycle might start with an initial idea, then followed by design, engineering, production, sales, use, storage, maintenance and finally retirement as waste. Well, not "finally" really; designers will then learn about the product's performance and consequences in order to then design new, better products --design never ends. In each phase of the life cycle, the artifact will have to present different meaningful interfaces to varying communities of stakeholder networks that enable it to succeed in one stage and go on to the next: "no artifact can be realized within a culture without being meaningful to those who can move it through its various definitions" (p.186).

Meaning in an ecology of artifacts

Ecology is usually understood nowadays as involving interacting natural species. Humans, however, have created perhaps even more species of artifacts than Nature alone. These artificial species are equally born, evolve, diversify into other species, adapt to market niches and eventually disappear -just as the natural ones. Artifacts may compete, cooperate or be parasitic with other artifacts; for an example of the later, consider spam, which thrives in the Email ecosystem. Whereas natural species interact with one another, species of artifacts usually interact through human agency. People can arrange artifacts together at home, or have them communicate over long distances as is the case with distributed computer systems.

In an ecology of artifacts, the meaning of one must include consideration of its possible interaction with other artifacts, artificial or natural; for instance, roads and gas stations interact with automobiles, and cars interact with the rest or nature through waste and CO2 emissions. "Designers who can handle the ecological meaning of their proposals have a better chance of keeping their designs alive" (pp. 202)

12/30/2008

Instituto Biomecânico de Valencia

Acabamos de obter quatro novas publicações de difusão livre, disponibilizadas on line em PDF pelo Instituto Biomecâmico de Valencia.